sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Meu Niver

Holá caros leitores. Estou consideravelmente melhor desde o meu ataque de grite, resfriado ou sei lá o que (até hoje não sei bem a diferença entre gripe e resfriado). Minha situação estava crítica esta noite e quase morri de tanta febre e tive algumas alucinações, sonhos e coisas do tipo. É interessante o quanto eu consigo sofrer calado e como eu consigo atuar e dizer às pessoas que estou bem só para que elas não se preocupem comigo. Tomara que isto possa ser usado futuramente e que me beneficie.

Meu aniversário foi diferente dos outros anos. Diga-se de passagem que eu achei este o melhor aniversário de toda minha vida. Nos anteriores, algo de ruim sempre acontecia, como no ano passado, quando o poste da rua caiu e eu fiquei o dia inteiro sem luz... E também não tive coragem de tomar banho por causa da água gelada. Obstáculo superado. O que não nos mata, só nos fortalece.

Aquele dia foi iniciado com o choro irritante, porém doce de minha sobrinha que também babava no meu ouvido (ela só tem 4 meses). Minha mãe me acordou para que eu tomasse conta dela quanto ela ia na rua comprar algumas coisas. Desejou-me feliz aniversário enquanto andava e pegava o dinheiro e eu fiquei tomando conta da pirralha mais linda do mundo. Eu não sei se é o meu rosto feio, mas toda vez que minha sobrinha me olha, ela cai na gargalhada (não sei se me animo ou me deprimo com isso). Nos damos muito bem e eu sou o único que sabe exatamente o que fazer para parar o choro dela. Posso tentar desde dança até palavras desconexas que só bebês entendem.

Passado isso, eu fugi de casa. Fui me encontrar com minha amiga e com meu namorado no shopping. Minha intenção não era comemorar aniversário, uma vez que eu odeio comemorar aniversário. Ser o centro das atenções não me agrada (e olha que sou aquariano), mas deixando a modéstia de lado sempre acabo chamando mais atenção do que gostaria (acho que ter dezessete anos e 1,86 metros ajuda bastante).

Mas enfim, naquele dia, Portillo havia combinado de se encontrar com o povo da banda cover dele e queria me arrastar junto só para que eu não ficasse em casa no computador o dia inteiro. E como eu sabia que os assuntos deles seriam diversos e eu me sentiria isolado, carreguei B. comigo para me fazer companhia. No caminho, quando encontrei com Portillo, ele me deu de presente o que eu vivia reclamando por não ter: uma carteira. Eu amei! A carteira é linda. De início eu fiquei meio sem graça porque eu não gosto de ganhar presentes... Quero dizer, eu gosto sim, mas me sinto meio sem graça.

A caminho do shopping, passei no trabalho do meu pai pra ver se ele me dava algum dinheiro. Ele finalmente (pela primeira vez na vida) lembrou que era meu aniversário e me abraçou e me beijou na frente dos amigos dele (eu realmente não esperava isso, mas fiquei até grato porque ele ainda foi mais carinhoso que minha mãe - como se eu realmente me importasse). Enfim, ele desembolsou 50 reais e eu parecia ter ganhado na loteria. Meu pai nunca me deu uma quantia dessas na vida. É um sacrifício conseguir 2 reais pra comprar um açaí! Mas enfim...

A caminho do Norte Shopping (meu shopping preferido), minha mãe me liga para saber onde eu estava. Fiz uma ceninha pelo telefone e depois tive passaporte liberado. Passei o dia inteiro no shopping andando, comendo, rindo, me divertindo muito. Ao Lado das minhas novas amigas que fiz naquele dia (as meninas da banda cover do Portillo), ao lado de B. (minha melhor amiga) e ao lado da pessoa que mais amo no mundo (O batman - brincadeira, claro que é o Portillo).

Depois de um telefonema assustador e ameaçador de minha mãe, eu vi que já estava ficando tarde. Comecei a zelar pela minha integridade física e sugeri que fossemos embora. Por sorte o ônibus que peguei com Portillo e B. estava vazio. Nos sentamos lá atrás e aproveitamos um pouco. Trocamos un bons beijos (poderiam ter sido melhores se as estradas do Rio de Janeiro não possem tão esburacadas).

Ao chegar em meu bairro, passei em casa pra falar com minha mãe que já havia chegado. Ela me lançou um olhar fulminante e mandou que eu entrasse. Eu inventei uma mentira, dizendo que precisava ir com a B. na praça comprar umas coisas pra mãe dela. Ela acreditou e mandou que eu voltesse logo. E então fomos pela rua do lado da minha. Íamos passar pela casa da Bruna, onde Portillo nos aguardava, esperando escondido para que viéssemos buscá-lo e por fim levá-lo ao ponto de ônibus.

Como a casa da B. estava vazia, aproveitei para me despedir dele enquanto ela nos dava um pouco de privacidade. E embora esse momento fosse o mais triste do dia, pra mim também foi o melhor e o mais intenso...

Eu cheguei perto dele de vagar e ele veio se aproximando no mesmo rítmo. Nossos lábios se encontraram e naquele momento parecia que o mundo não existia mais. Já não me importava mais em levar uma bronca da minha mãe. A única coisa que eu conseguia sentir era a batalha sendo travada por nossas línguas que vasculhavam os cantos da boca um do outro. Mas o beijo não foi tudo... Logo o beijo parou e o que restou foi o abraço. O melhor abraço que já recebi em toda vida. Não existia distância entre nossos corpos, podia sentir a batida acelerada de seu coração e sua respiração arfante projetar aquele hálito doce em meu rosto. A desvantagem de altura não me importava também.

Embora ele seja mais velho, sua cabela chega até meu ombro apenas. Eu o apertei com força contra o meu corpo molhado pela chuva e acariciei seus cabelos enquanto dizia ao seu ouvido "Obrigado pelo melhor aniversário da minha vida. Eu te amo muito" ao que ele retribuiu com um beijo no meu peito e eu com um beijo em sua testa. Logo as palavras que eu mais gostava escaparam de sua boca "Eu te amo" e naquele momento eu quase chorei. Aquele cheiro que eu sempre sentia exalando do seu corpo é como uma droga pra mim, me deixando com a mente anuviada e livre de preocupações. Não dá pra explicar como é o cheiro, só sei que é o melhor que já senti em toda vida.

Depois tesse momento mais lindo. Tivemos que ir embora. Eu o levei no ponto de ônibus junto com B. e logo depois fui pra casa esperando receber a amior Bronca do século. Mas não foi assim. Minha mãe me ignorou completamente. Foi realmente estranho.

Naquela noite começou minha gripe/resfriado (já expliquei). E o sonho naquela madrugada não foi tão bom quanto eu esperava. Mas ainda assim valeu a pena porque ele estava de novo no meu sonho. Não me lembro o que ele fazia, mas o que mais me importava era o fato de ele estar ali.

Eu sei que os amo.
XoXo
Candy

4 comentários:

Adler Lima disse...

ai que fofo vc e o portilho. Parabens por ter alguem tão especial ao seu lado. Acho que vc já está começando a entender que nem tudo é bom ou ruim...

FOXX disse...

tow aqui suspirando
qria um igual

feliz aniversario!

Quase Amável disse...

Gostaria de ter alguém assim... especial.

Docinho disse...

Oiie queria te dizer que senti o Amor de vocês daqui do outro lado do pc e sei muito bem que tudo o que você sente pelo Portillo é verdade além domais estou com você pra quase tudo!!!! O Amor existe em várias formas e uma delas você acabou de mostrar que também é verdadeira!! Te Amo por saber que você está feliz e que encontrou alguém que retribua o mesmo por ti!!!!! Amigos Eternamente Obrigado por me fazer grande parte do que sou e por me afzer sua Amiga!!!! Estareic om você pra tudo!!! Ps. Você me fez chorar com seu post, pena que você jé me ache uma chorona!!!! ♥